O Instituto Nacional de Meteorologia mantém Sergipe entre as áreas com aviso de chuvas intensas nesta sexta-feira, 17 de julho. A condição meteorológica exige atenção especialmente em localidades próximas ao litoral, áreas de baixada, margens de rios e trechos de estradas rurais com histórico de alagamento ou erosão.
A instabilidade está associada ao avanço de uma frente fria sobre o Oceano Atlântico. Segundo o INMET, o sistema favoreceu o aumento das chuvas entre o centro-norte e o leste da Bahia, Sergipe e Alagoas durante esta semana. A faixa litorânea dos três estados chegou a ser incluída em aviso de perigo potencial para chuvas intensas.
Embora a chuva seja importante para a reposição da umidade do solo, manutenção das pastagens e desenvolvimento de algumas culturas, volumes concentrados em pouco tempo podem causar problemas nas propriedades rurais.
Entre os principais riscos estão a formação de enxurradas, erosão do solo, encharcamento de áreas cultivadas, interrupções em estradas vicinais, dificuldade no transporte da produção e comprometimento de cercas, currais, galpões e instalações elétricas.
Cuidados nas propriedades rurais
Produtores devem acompanhar as atualizações meteorológicas antes de realizar atividades externas, transportar animais ou circular por estradas de terra.
Animais mantidos em áreas baixas, próximas de córregos ou sujeitas a alagamentos devem ser conduzidos preventivamente para locais mais altos e seguros. Também é importante conferir a estabilidade de coberturas, telhados, silos, depósitos e estruturas que possam ser atingidas por vento ou acúmulo de água.
Máquinas agrícolas, rações, medicamentos veterinários, sementes, fertilizantes e outros insumos devem permanecer armazenados em locais cobertos, elevados e protegidos da umidade.
Durante períodos de chuva forte, não é recomendado atravessar trechos alagados, pontes submersas ou estradas onde a água esteja passando com velocidade. Mesmo níveis aparentemente baixos podem esconder erosões, buracos ou danos na estrutura da via.
Chuva pode aumentar erosão e perda de solo
A água da chuva, quando escoa sobre superfícies descobertas, pode transportar partículas minerais e matéria orgânica, provocando erosão e perda da camada mais fértil do solo. Estradas rurais sem drenagem adequada também podem sofrer abertura de valetas, formação de atoleiros e interrupção do tráfego.
Áreas recém-preparadas para plantio merecem atenção redobrada. A manutenção de cobertura vegetal ou restos culturais sobre o solo ajuda a reduzir o impacto direto das gotas de chuva, diminuir a velocidade da água e favorecer a infiltração.
Depois da ocorrência de chuvas mais intensas, o produtor deve verificar canais de drenagem, curvas de nível, terraços, barragens, açudes e passagens de água. Qualquer sinal de erosão, rachadura, transbordamento ou comprometimento estrutural deve ser avaliado com cautela.
Atenção ao manejo dos animais
Na pecuária, o excesso de umidade pode favorecer lama em currais, corredores e áreas de alimentação. Esses ambientes devem permanecer, sempre que possível, drenados e com piso em condições adequadas para reduzir escorregões e problemas sanitários.
Bebedouros e fontes de água também precisam ser observados. Enxurradas podem levar barro, resíduos e outros contaminantes para reservatórios superficiais.
Os produtores devem conferir se os animais têm acesso a áreas protegidas, alimentação seca e água de qualidade. Em caso de alteração no comportamento, ferimentos ou sinais de doença, a orientação é buscar assistência de um médico-veterinário.
Previsão deve continuar sendo acompanhada
O aviso meteorológico pode ser atualizado, ampliado ou encerrado conforme a evolução das condições atmosféricas. Por isso, produtores, transportadores e moradores de comunidades rurais devem acompanhar os canais oficiais do INMET, da Defesa Civil e dos órgãos estaduais e municipais.
Em situações de emergência, a população deve entrar em contato com a Defesa Civil pelo número 199 ou com o Corpo de Bombeiros pelo número 193.
O SE Agrícola continuará acompanhando as atualizações meteorológicas e os possíveis impactos das chuvas no campo sergipano.