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Mercado Rural 7 min de leitura

Sergipe receberá milho dos estoques públicos da Conab em nova operação de abastecimento

Pregão para transporte de 36,2 mil toneladas acontece nesta quarta-feira (30); Nordeste receberá mais de 92% da carga e Sergipe está entre os destinos

Sergipe receberá milho dos estoques públicos da Conab em nova operação de abastecimento

Sergipe está entre os estados que receberão milho dos estoques públicos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em uma nova operação logística destinada a reforçar o abastecimento do Programa de Venda em Balcão (ProVB).

A Conab realizará nesta quarta-feira, 30 de setembro, às 9h30, um pregão eletrônico para contratar o transporte de 36,2 mil toneladas de milho entre diferentes unidades armazenadoras do país.

Do volume total, aproximadamente 33,4 mil toneladas terão como destino o Nordeste, o equivalente a mais de 92% da carga movimentada nesta operação.

Além de Sergipe, estão entre os destinos nordestinos Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

Para o produtor sergipano, principalmente pequenos criadores que utilizam milho na alimentação animal, a movimentação merece atenção.

Quanto de milho virá para Sergipe?

A Conab confirmou Sergipe entre os destinos da operação, mas a divulgação pública da Companhia não informa, no texto principal, quantas toneladas das 33,4 mil destinadas ao Nordeste serão enviadas especificamente ao estado.

Esse dado é importante para avaliar o impacto real da operação e não deve ser estimado.

Também será necessário confirmar em qual unidade armazenadora sergipana o cereal ficará disponível e quando poderá efetivamente chegar aos criadores atendidos pelo programa.

A previsão da Conab é que a convocação para início dos embarques seja realizada até 8 de outubro.

Isso, entretanto, não significa necessariamente que o milho estará disponível para compra pelos criadores nessa mesma data.

Milho será utilizado no Programa de Venda em Balcão

Uma das principais finalidades da recomposição dos estoques públicos é atender o Programa de Venda em Balcão, conhecido como ProVB.

O programa permite que pequenos criadores tenham acesso aos estoques públicos de milho em condições estabelecidas pela Conab.

A iniciativa é especialmente importante para propriedades que utilizam o cereal na formulação da alimentação dos animais e que, devido ao menor volume adquirido, possuem menor capacidade de negociação no mercado.

Em Sergipe, o programa pode interessar principalmente a produtores ligados à bovinocultura leiteira, avicultura, suinocultura, caprinocultura e ovinocultura.

Por que o milho é tão importante para o criador?

O milho é uma das principais fontes energéticas utilizadas na alimentação animal.

Na pecuária leiteira, por exemplo, o cereal aparece frequentemente na composição dos concentrados fornecidos às vacas.

Também possui participação importante nas rações destinadas a aves e suínos.

Por isso, alterações no preço do milho podem interferir diretamente no custo de produção dessas atividades.

Para pequenos criadores, especialmente aqueles que compram quantidades menores, o custo do cereal pode ser ainda mais relevante porque há menor capacidade para negociar grandes lotes diretamente com fornecedores.

É justamente nesse ponto que o Programa de Venda em Balcão busca atuar.

Conab comprou mais de 190 mil toneladas de milho

A movimentação que inclui Sergipe faz parte de uma operação maior de recomposição dos estoques públicos.

Nos leilões realizados nos dias 18 e 21 de setembro, a Conab adquiriu aproximadamente 191 mil toneladas de milho, correspondentes a 85,27% das 224 mil toneladas que poderiam ser adquiridas.

O investimento nas operações ficou próximo de R$ 228 milhões.

Outro dado chama atenção: aproximadamente 121 mil toneladas do volume adquirido serão fornecidas por agricultores familiares.

Segundo a Companhia, as aquisições foram realizadas para recompor os estoques públicos destinados ao Programa de Venda em Balcão.

Estoques também funcionam como proteção para períodos de dificuldade

A recomposição ocorre em um momento no qual a Conab busca aumentar a capacidade de resposta a eventuais problemas de abastecimento.

A Companhia informou que a medida também considera a possibilidade de impactos climáticos associados ao fenômeno El Niño.

Ter milho armazenado em diferentes regiões permite movimentar o cereal para locais onde existe demanda do programa.

A operação desta quarta-feira é justamente uma etapa dessa logística.

O milho precisa sair das unidades onde está armazenado e chegar aos estados e armazéns que atenderão os criadores.

Chegada do milho não significa automaticamente queda no preço de mercado

Apesar da importância da operação, o produtor precisa ter cautela ao interpretar a notícia.

Não é possível afirmar neste momento que a chegada do milho dos estoques públicos fará o preço do cereal cair em Sergipe.

O preço praticado no mercado depende de diversos fatores, como:

oferta da safra;

demanda das fábricas de ração;

consumo das propriedades;

frete;

estoques privados;

produção de outros estados;

qualidade do grão;

e condições de comercialização.

O Programa de Venda em Balcão possui um público específico e regras próprias.

Por isso, seu preço também não deve ser tratado automaticamente como uma nova cotação geral do milho no estado.

Quem pode comprar milho pelo Venda em Balcão?

O programa é direcionado principalmente aos pequenos criadores de animais.

Para comprar, o interessado precisa atender às condições estabelecidas pela Conab e possuir cadastro regular no programa.

Entre os beneficiários podem estar criadores de bovinos, aves, suínos, caprinos e ovinos, desde que atendam aos critérios vigentes.

A quantidade que cada produtor pode adquirir também depende das regras e dos limites estabelecidos pelo programa.

Antes de se deslocar até uma unidade da Conab, o produtor deve confirmar sua situação cadastral, a disponibilidade do produto e as condições de venda.

Pecuária leiteira sergipana pode ser uma das principais interessadas

No contexto estadual, a movimentação merece atenção especial dos produtores de leite.

Municípios do Alto Sertão possuem forte dependência da compra de alimentos concentrados para complementar a alimentação do rebanho, especialmente em períodos de menor disponibilidade de pastagens e reservas de volumosos.

Milho, farelo de soja e outros ingredientes representam parcela relevante do custo alimentar.

Por isso, saber quanto milho será efetivamente destinado a Sergipe e qual será o preço praticado pelo Venda em Balcão será fundamental para avaliar a utilidade econômica da operação para os produtores.

Próximo passo é descobrir volume e preço para Sergipe

A confirmação de Sergipe como destino é apenas a primeira informação.

Agora, quatro perguntas precisam ser respondidas:

Quantas toneladas serão destinadas a Sergipe?

Em qual armazém o milho ficará disponível?

Quando começarão as vendas aos criadores?

Qual será o preço da saca para os produtores cadastrados?

Esses dados permitirão comparar o preço do programa com o milho vendido atualmente no mercado sergipano.

Essa comparação será mais útil ao criador do que simplesmente conhecer o volume nacional movimentado.

O SE Agrícola acompanhará a operação e buscará as informações específicas de Sergipe após a realização do pregão.

Serviço — Programa de Venda em Balcão

Produto: milho em grãos dos estoques públicos

Operação de transporte: 36,2 mil toneladas

Destino para o Nordeste: aproximadamente 33,4 mil toneladas

Sergipe: confirmado entre os estados que receberão o produto

Pregão para contratação do transporte: 30 de setembro de 2026

Horário: 9h30

Previsão para convocação dos embarques: até 8 de outubro

Programa: Venda em Balcão (ProVB)

Atenção: quantidade destinada especificamente a Sergipe, unidade armazenadora, data de disponibilidade e preço ao criador ainda precisam ser confirmados antes da compra.

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