O agronegócio brasileiro alcançou US$ 133,6 bilhões em exportações entre janeiro e setembro de 2026, registrando crescimento de 5,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho reforça a importância do setor para a economia nacional e demonstra a competitividade dos produtos agropecuários brasileiros no mercado internacional.
Segundo dados divulgados pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), as importações do agronegócio somaram US$ 15,16 bilhões no período, resultando em um saldo comercial positivo de US$ 118,44 bilhões. O setor respondeu por 46,9% das exportações totais brasileiras nos primeiros nove meses do ano.
Confederação Nacional de Municípios
O resultado é sustentado principalmente pelas cadeias produtivas da soja, das carnes e do café, que permanecem entre os principais produtos comercializados pelo Brasil no exterior.
Soja e carnes lideram as exportações brasileiras
O complexo soja continua sendo um dos principais responsáveis pela entrada de receitas internacionais no agronegócio brasileiro. Entre janeiro e setembro, as exportações do segmento alcançaram aproximadamente US$ 52,2 bilhões, enquanto o setor de carnes movimentou cerca de US$ 26 bilhões, segundo levantamento divulgado pela Folha de S.Paulo.
A carne bovina também apresentou desempenho expressivo, com receitas próximas de US$ 14 bilhões no acumulado do período.
Somente em setembro, a soja em grãos gerou US$ 3,47 bilhões em exportações. O café verde apareceu entre os destaques, com US$ 1,29 bilhão, seguido pelo milho, que movimentou US$ 1,23 bilhão.
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Esses resultados evidenciam a relevância da produção agrícola e pecuária para a balança comercial brasileira, além da importância dos mercados externos para a comercialização de commodities.
China permanece como principal destino dos produtos agropecuários
A China continua ocupando posição estratégica no comércio internacional do agronegócio brasileiro, especialmente nas compras de soja e produtos de origem animal.
Em setembro, o país asiático adquiriu aproximadamente US$ 3,69 bilhões em produtos agropecuários brasileiros, segundo dados divulgados pela CNM.
Apesar de permanecer como principal parceiro comercial do setor, o mercado chinês apresentou redução nas compras de determinados produtos em relação ao mesmo período do ano anterior.
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Esse comportamento reforça a importância da diversificação dos destinos comerciais, permitindo que o Brasil amplie suas oportunidades de exportação e reduza a dependência de mercados específicos.
O que o crescimento das exportações significa para o produtor rural?
O avanço das vendas internacionais pode representar oportunidades para diferentes cadeias produtivas brasileiras.
Na pecuária de corte, a demanda externa por carne bovina influencia as estratégias comerciais dos frigoríficos e pode repercutir sobre o mercado do boi gordo. Entretanto, a valorização da arroba também depende da oferta de animais, do consumo interno e das condições de negociação em cada região.
Para os produtores de soja e milho, o mercado internacional é uma referência importante na formação dos preços. O câmbio, a demanda dos países compradores, os custos logísticos e a disponibilidade de grãos são fatores que interferem na remuneração recebida pelo agricultor.
O desempenho das exportações também pode beneficiar indiretamente transportadoras, cooperativas, fornecedores de insumos e empresas de serviços ligadas ao agronegócio.
Apesar disso, o aumento das receitas de exportação não significa necessariamente maior lucratividade para todos os produtores, uma vez que os custos de produção e as condições de comercialização variam entre as propriedades e regiões.
Perspectivas para o último trimestre de 2026
Embora os resultados acumulados sejam positivos, o mercado internacional apresenta fatores de incerteza para os últimos meses do ano.
As mudanças na demanda chinesa, as condições comerciais entre os principais países compradores e as oscilações dos preços internacionais podem influenciar o desempenho das exportações brasileiras.
Em 2025, o agronegócio nacional encerrou o ano com US$ 169,2 bilhões em vendas externas, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária. O resultado de 2026 será determinado pelo comportamento dos embarques entre outubro e dezembro.
Para o produtor rural, acompanhar as tendências do comércio exterior continuará sendo fundamental para o planejamento das vendas, dos investimentos e das próximas safras.
Com forte participação na economia brasileira, o agronegócio segue como um dos principais responsáveis pela geração de divisas e pela presença do Brasil nos mercados internacionais de alimentos, fibras e produtos agroindustriais.
Confederação Nacional de Municípios — Exportações do agronegócio em setembro de 2026
Folha de S.Paulo — Balança comercial do agronegócio
Ministério da Agricultura — Estatísticas de Comércio Exterior e AgroStat